segunda-feira, 10 de julho de 2017

Cidadãs de um mundo, por direito: “como estrelas na terra"


Representando a Profª  Nilma!
            Crédito Blog Aconteceu Virou Noticia
Passado dia primeiro de julho, fui ali à quadra para assistir a semifinal do jogo de futebol de salão, envolvida nos lances do jogo, clássico importante: Pharma x Santo Antonio, na mesma arquibancada sentou-se uma ex- aluna para falar sobre os trabalhos do Sarau Literário feito na escola e da curiosidade de sua filha em conhecer a escritora a respeito de quem a professora falara durante as atividades. Chamou à pequena e disse: _está aqui, essa é a professora Nilma! Mesmo tímida, demostrou satisfação em ter conhecido “a escritora” , cumprimentei-a e disse-lhe de minha  alegria em poder incentivar novos leitores e que enviaria um livro meu para que aumentasse seu interesse pela leitura. Dali  mesmo conjeturei:  “não é sobre esse clássico” que escreverei, mas do quanto na condição de professora e promotora de leitura, sinto realização e altivez em ver autores e protagonistas apontando de quão grandioso tem sido nosso incentivo, nossa participação na vida de pequenos cidadãos! Tomo a liberdade de ser repetitiva e enaltecer o grandioso trabalho do Sarau que meus colegas professores de tabela com seus pequenos trouxeram para nos apresentar.
Crédito: Blog Aconteceu Virou noticias
           representando Chiquinha Gonzaga e
Prefeita Iracema Vale 
Impossível não reconhecer que novos ciclos se definem, outras oportunidades surgem, impossível não citar o deslumbramento daquelas crianças que nos seus imaginários fizeram muito mais do que arte e entretenimento, aprenderam e ensinaram muitas coisas. Nosso trabalho não começou “grande”, veio com a pequena Elba Ramalho, vinda do Povoado Cocal do Zeca Costa, não se acanhou, ganhou aplausos e fez valer a apresentação de todos que lhe acompanharam; a voz marcante com  desenvoltura da  destemida Maria Bonita, protagonizou sem olhar um papel, leu em voz alta, aquilo que havia compreendido; a entrada inconfundível da menina que encenou  Alcione,  sabia todas as músicas que lhe foram solicitadas; as lições e exemplo de Maria da Penha grande defensora de nossos direitos; a humildade e  doçura de irmã Dulce; o histórico de luta e inúmeras conquistas da presidenta Dilma, em versos, em leitura, em refrão; a musicalidade de Chiquinha Gonzaga, incorporada ao “Eu conto, tu contas, nós contamos” tudo tão bem contextualizado; os traços biográficos da desconhecida Maria Firmina; escritora negra que sofreu os preconceitos daquela século; as leituras de Ruth Rocha; a política de Ana Jansen,  desconstruindo a história do Maranhão; outras cidadãs do mundo, mais perto de nós, são exemplos vivos de quem faz a diferença : Professora Selma do Povoado São Raimundo , emoção, envolvimento, leitura , contextualização e quantos desafios até ali, da roça para a sala de aula; as trajetórias contadas e encenadas sobre nossas Professoras Betinha e Anita Batista. “Nós já acrescentamos muitas esperanças”, “eu não percebia que seria uma pessoa que fez a diferença e pudesse receber homenagem”! O depoimento de nobreza da determinada Professora e Advogada Norma Silva, dela a provocação e incentivo para o estudo, através dela a vocação para que cada um busque seus sonhos, contou-nos de que não é fácil, para nós um exemplo de que através do foco nos livros podemos fazer grandes diferenças; impossível não admitir que o cenário é outro e as proposições tem sido diferentes;   na encenação pessoal e politica da Prefeita Iracema Vale, sobre os desafios, as conquistas, as oportunidades coletivas ; na administração dela muitas iniciativas foram mais valorizadas,  admitimos que com ela nosso aprendizado tem sido constante, “os terrenos permanecem férteis”, é sempre oportuno plantar!  “Precisamos admitir nossos meninos tem feito bonito e nós sentimos muito orgulho deles”, nossa gratidão aos professores, nossos colegas que protagonizam conosco essa bela história! Quem não se sente lisonjeado de ver seu nome estampado, relacionado a algo relevante capaz de transformar outras vidas? Qual de nós não se envaidece em saber que serve de “combustão” por  compartilhar  novos conhecimentos?
Créditos :Blog Aconteceu virou noticias 
Ademais, clássico do futebol em baixa, mas ainda ouço boas expressões e referencias positivas  sobre meu jogador mais amado, de suas habilidades e posturas; clássico na literatura em alta : nossa Ruth Rocha com seu desfile gigante de obras para a montagem de nossa biblioteca, nossa Chiquinha Gonzaga, “Ó, abre alas”, que eu quero contar”; contou e encantou; nós temos nossos nomes registrados, e com um pouco mais de insistência, tornaremos “nossa cidade leitora” , escolhas brilhantes como a canção “Cajueiro Velho”, uma metáfora à vida, à trajetória e ao Povoado; a interpretação e profunda verbalização da canção “Privilegiadas” nela, detive-me nos nomes das grandes mulheres na história da Bíblia, no entanto é do refrão que retiro  a mensagem “ quer mais, recebe aí, quer mais, pode pedir, Jesus trouxe bênção pra mim e pra ti”. Daqui com analogia ao refrão, trago a sensação de discernimento , para dizer: no âmbito profissional ou pessoal  todas as bênçãos que desejarmos para nós mesmos que sejam igualmente capazes de otimizarem a vida de outros! “A gente” sabe que não é fenômeno, e nem é o nome mais respeitado entre os demais colegas de profissão, sabe do tamanho de nossa ótica, das lacunas que deixam de ser preenchidas,  sabemos disso; porém preciso admitir que algumas atitudes, diferentes competências foram mudadas, isso é fato;  e nesse VI Sarau Literário em que eu não sou autora sozinha, mãos humanas e cristãs juntam-se às minhas para que importantes resultados sejam alcançados! Dou-me conta quase encerrando, de que não citei as Marias, nomes bonitos, grandiosos e importantes em nossas vidas que fazem grande diferença, em nossa equipe há inúmeras, centenas, e só  não encerro esse meu ensaio com elas  porque apareceu um “José” ... Meu destaque para a encenação de que Maria é uma professora “que forma cidadão, que cuidou para que o menino Joaquim não se sentisse menos capaz, destaque duplo para as encenações, e as vidas dadas às personagens, e na escolha do tema : “ Na educação somos todas Marias”, nas  vozes, que aplausos! Nossas sugestões de leitura, nossas chamadas para a arte, nossa perspectiva de que o futuro começa agora,  por nós, com nossas atitudes ! Nossa luz! Somos iluminados! Continuemos fazendo nossa parte! Eu nasci “há cinquentas anos atrás” e percebo que na vida o que melhor edifica nosso caráter é saber evoluir com humildade, estudar e saber retribuir, compartilhando aquilo que nos foi permitido aprender.
Representando Iracema Vale
     Fotos Aconteceu Virou Noticias 
Encerrando a minha tese, de que a escolha desse tema “Mulheres na história: nomes que fazem a "diferenÇa”, seria  o divisor de águas na história dos Saraus que já promovemos , de que não será fácil superar a aceitação e a grande troca de experiência com que convivemos nesses dias, deparo-me com a feliz noticia de que um de nossos, Josés foi aprovado em Direito para UFMA! Eu não Caibo em mim, Kaio nesse trocadilho de palavras para dizer de nosso orgulho, de nossa alegria em continuar defendendo de que o estudo, com foco e muita determinação fará a grande diferença em nossas vidas! “ O filho sábio dá muitas alegrias aos pais” ensina Salomão, deve igualmente ter ensinado os pais de Kaio Sousa! Eu falaria de todas as Marias, e citaria as que estão por perto de nós diariamente, nos ajudando a fazer diferente...   falho no superlativo e excedo-me nas verborragias para descaracterizar o que aprendi sobre hipérboles;  realizadíssima, ( respondeu-me ele) porque somos cidadãos do  mundo, com direitos a Direito,  nesse pequeno lugar, “como estrelas na terra” abençoados por Deus, fazendo uma enorme  diferença! Quando escrevi minhas primeiras linhas, um sonho ficou para trás! Obrigada Senhor! Minha alegria, minha homenagem, minha gratidão aos demais companheiros de trabalho, àqueles que estão na sala de aula, “professores, protetores” das crianças de minha cidade! Na ausência de outdoor, eu cito a Clésia Maria, um dos nomes entre nós, mãe que nos orgulha e me ajudaria a compartilhar mil vezes dessa postagem, e ainda a “soltar mil foguetes.” Na família, na sala de aula, na Igreja, nos corredores, na roça; pés no chão ou bem calçados, em diferentes lugares a gente forma bons cidadãos! Minha prece, minha obstinação, com a oração de São Bento : “Não me aconselhes coisas vãs”; sendo muda, ora surda, ela murcha, mas não muda a gratidão!


sexta-feira, 30 de junho de 2017

Trajes Traqueias Trajetos : de um reflexo à reflexão


Não sei se cumpro, mas faço um esforço para recompensar meus leitores com boas escritas com um nível de leitura capaz de estimulá-los a compreender o mundo além das pequenas rodas... Há outros insights no âmbito dos trajetos corriqueiros que nos ajudam a perceber que toda conquista depende do quanto colocamos de nós mesmos e de nossa capacidade em sermos mais solidários. É preciso importar-se mais com o outro, em todos os lugares há pessoas que nos querem bem, há quem deseje nosso fracasso, no entanto não é desse último que devemos extrair nossas forças. Compreender que nossa presença será notada, desde que edifiquemos o que houver de melhor em nós,  lançando um olhar positivo em tudo que tocarmos nossas mãos!     “De mãos dadas”, orienta o poeta!
Há um mês escrevi em meu status de rede social “já tenho as 365 peças de roupas com as quais eu sonhei um dia, mais uma, em caso de ano bissexto; sou muito grata, no entanto, nessa tarde, nenhuma delas me serve”. Quando escrevi, servia de prólogo para uma grande escrita, naqueles dias, à espera da maior grandeza de espírito para celebrar os sete anos da passagem de vida de nosso irmão cabo Sodré, grandeza ainda  para receber a fatídica noticia da morte de nosso irmão em Cristo, Edinaldo Costa; com quem criamos laços de afeto, através de quem recebemos os primeiros olhares de Nossa Mãe Aparecida;   sentimentos embaçados por deparar naquela data pessoalmente com aquele porque manifestei  muita raiva após a execução de nosso irmão. Parei por aqui, recuei, e em se tratando de trajetos apenas troquei o itinerário; dito isso, deparo-me com parecença do conto de fadas de cujo título é “ A nova roupa do rei”, muita gente já leu e sabe sobre o tema do conto; na postagem recebi um bom incentivo: tente misturar as peças! Sobre o conto, em detrimento da postagem, antes mesmo que eu o lesse papai já nos contava sobre ele, em se tratando de trajes, nunca gostou que pedíssemos emprestada alguma peça para colegas, “cada um usa o que tem” e não adiantava retrucar que estava “repetindo”. Misture as peças! Arrisquei no mês de Maio escrever “Para que nosso irmão foi chamado”, nesse ano fez sete anos de sua partida e nossas renuncias tem sido no investir em outras vidas; outros irmãos precisam de nós; na melhor das hipóteses decidir por enfrentar as dores juntos .
Esse texto vem sendo escrito há mais de um mês, a gente vai aos poucos fazendo as somatórias das coisas, (não para o acumulo de ressentimentos) quando em 2013 papai teve aquela crise respiratória, foi internado , ficou quatro meses na UTI, até ali, só sabia da palavra “traqueias” das recordações de aulas de ciências no fundamental, agora eu sei para que servem. Nessa trajetória os períodos foram de muitas turbulências, mas de lucidez, equilíbrio e fé, essa última nunca perdemos; depois, não faço dessa minha escrita dogma para criar mais comoção em que a lê, trago aquilo que construo para aprimorar minhas impressões e relações com o próximo, recorro às lembranças...   por exemplo, no dia 28 passado próximo,  quando nos preparávamos para ir à missa , papai havia dito naquela madrugada de um sonho que tivera com um filho que havia sido morto. Crianças também tem sonhos, diante dele pensei: “a vida é um sopro”, é esse improviso que fazemos todos os dias. De certo que não encontraremos nessa escrita, as coesões necessárias em todos os períodos e parágrafos, por mim, a sucessão do título já me traz essa clareza, quiçá a coerência, isso basta. Chorei mesmo naquele dia em que disse sobre as 365 peças de roupas, porém não usei pseudônimos para ir às redes, nem me fiz de vítima, o que às vezes mexe comigo, mexe também com quem está por perto para se agigantar ou não diante de prováveis percepções! Temos todos, dentro de nós capacidades incríveis para a resolução de problemas, aceitar a existência de outros caminhos, a possibilidade de novas escolhas nos torna mais fortes, porém o forte também chora!
Algumas de minhas histórias não teriam “essas graças” se não fossem os breves diálogos nos plantões de minha mãe e outras aprendizagens adquiridas  sobretudo com meu pai, dia desses quando opta por pedir uma música , ele vai lá bem nas  antigas , claro, e pediu Evaldo Braga, daí eu pergunto : e tem esse cantor? __ Sim, e eu quero a música da cruz ! Melancólica demais a melodia e letra, pequenas lágrimas escorreram de seus olhos! “Sinto a cruz que carrego bastante pesada”.  Quantas lembranças e memórias passaram naquela cabecinha! Quantas!? Não me fará bem descrever a sensação, porque toda nossa perplexidade se dar quando nos deparamos com pequenos desejos de meu pai e não o realizamos; “o bebê pede e chora, outras vezes pede e cala-se” porque ninguém escuta sua voz! Quando escuta, é dolorido, ouvir dizer que está assim porque sente fome!  Não há lei que explique! Em nossa condição de mãe, só sabemos dizer que o amor de Deus por nós é imensurável. Há virtudes que não aparecem nas fotos, outras que mesmo descritas nas falas não encontramos explicações! Já fiz outros cinquentas
foto reprodução
, eu e Deus sabemos até onde fui leviana e de quanto fui capaz de estender a mão, apenas Ele sonda nossa coração e sabe do nosso agir ou do nosso julgar! Por último, porque preciso completar meu raciocínio, somos todos leigos diante de certos "enfrentamentos" o prodígio está na capacidade que cada um tem de manifestar amor! Nem sempre quem decora todas “as passagens” as usa como reflexo em sua vida, tudo é relativo , já disse o antigo cientista! Meus trajes mais longos ou mais novos, não definem minha trajetória ou camuflam meu caráter, alguns podem ser recriados... sobre o deserto li pela primeira vez no livro de Saint-Exupéry, aprendi um pouco mais nas passagens bíblicas ,contudo é no dia a dia , em nossos percursos que compreendemos porque o poço é tão fundo! Minha profissão,  parte de minha vida! Minha função, minha escrita uma percepção sobre a vida! Nesses tempos de sermos mais solidários, se não posso ser CRISTO , irei de Lavoisier, com gratidão,  “porque só serei aquilo que dou conta de ser”! De onde estou, minha, toda reflexão!

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Naquele 28 de maio... para que nosso irmão foi chamado?




"Mês de maio: mês de Maria, mês das mães,  de irmãs e também das filhas  mês de todas nós, construtoras dessa hegemonia ;para uma boa parte da população brasileira que não chega a ser grande maioria ,mês do milagre, da superação da imagem pela fé; na passagem da Santa Mãe Aparecida por nossa cidade, fomos surpreendidos por diferentes gestos de fé, vários pela devoção, outras bem grandiosas pela emoção, e tenho clareza de que não é idolatria. E “veio cantando entre nós , Maria de Deus Senhora de Paz, e veio, orando por nós a Mãe de Jesus” ; reconhecemos Maria como nossa mãe, em praticamente todas as orações que fazemos; na passagem bíblica em João, esta descrita, que Ela estava perto da cruz, essa deve ter sido a pior travessia ! Que dor inimaginável para uma mãe , vendo seu filho crucificado!
A história e o papel de Maria em todos os fatos bíblicos merecem nossa reflexão, o que aprendo, e até minha transgressão ponho aqui, em 2010, por exemplo, quando meu coração endureceu mais ainda devido ao fato da execução de meu irmão cabo Sodré, recebi uma leve crítica por conta de uma publicação que tornou-se pública cujo título era : Por que mataram nosso irmão, porque? Na composição, obedecendo aos descontroles emocionais impus meu olhar unilateral, mais apegada aos valores materiais não me dava conta de que todas as coisas de Deus são mistério, enfatizei minha enorme raiva e incapacidade de exercer o perdão por longos dias! Não havia serenidade em minhas falas, imbricada em minha “razão”, não reconhecia  discernimento em minhas escutas; só tinha olhar para quão trágico havia sido aquele assassinato: era nosso irmão! Mataram-no! Mataram nossas vaidades pessoais! Tiraram a alegria do semblante de nossos pais! Nos diferentes canais e mídias faziam críticas e aberrações a respeito do contexto sobre o qual o crime estava envolvido, e eu não compreendia porque aqueles homens, vestindo as mesmas fardas , quiçá marchassem no mesmo pelotão, porque mascaravam a verdade ! Entendi depois de alguns dias que eu precisaria harmonizar minha fé cristã, entendi através de Maria, nossa mãe, que “Deus envia um filho amado para morrer por nós”, entendi que essa nossa fraqueza humana é provisória porque o Senhor nos mostra que somos fortes e todos temos  dentro de nós um certo dom para a eternidade; entendi e atendi mais uma vez ao pedido de meu pai: não adiantaria brigar com “os poderosos”  ou autores da operação, os males estavam com eles, não entre nós! Entendi que não há necessidade de prever o mal para o outro, é preciso perdoar-lhe. Nessa expressão parecia uma voz materna ao repetir, “ Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem”! Entendi sobremaneira a cada invocação de uma Ave Maria particularmente nesse mês, o poder da prece, e de quantas vezes a Mãe intercede por seus filhos! Isso são gestos de amor; tem poder de cura e libertação!
Quanto ao fato, depois da brutalidade do assassinato, fomos prudentemente celebrando as missas, na intenção; no apego às orações; por mim, comecei a modificar meus olhares em torno dos sentimentos iniciais, fomos trazendo aos horários de refeições, todas as melhores lembranças; ríamos juntos e ele não deixou de ficar presente entre nós, dos hinos que ecoavam não viraram fantasias  em minha vida“ Deus me trouxe aqui para aliviar o meu sofrimento, Ele é o autor da Fé,”  e era disso , apenas disso que precisávamos naquele momento. Hoje quando escrevo já se passaram sete anos! Sete anos! E temos muita certeza de que não há um só dia que nossa mãe não se lembre de sua presença, e quando o evangelho traz a expressão “até setenta vezes sete” é possível que nos diga: sejam misericordiosos uns com outros; não esgotem dentro de si mesmos as chances de reconciliação! Não deixem de perdoar e esquecer aquilo que pareceu o mal que lhes fizeram! Sei que a realidade é dura demais, custa muito para nós, vermos um ente querido acamado e não se indignar caso não receba o devido atendimento ; dói demais ver um irmão assassinado e antecipar o julgamento  em achar que foi providencial; dói ainda perder pessoas queridas em vida para arrogância ou  nas disputas de poderes! Mas qual de nós estaria isento de pecados “ e atiraria a primeira pedra”? Quem de nós?
Confiantes de que naquele 28 de maio de 2010, pode ter sido ou não uma operação equivocada resultando na execução, pode ter sido um chamado, celebraremos mais um ano de sua passagem para outra vida; confiantes de que outras alegrias temos recebido; a contar, os “bons dias” vindo de nosso pai, quando abre os olhos ao acordar, contar ainda da disposição, da benevolência de nossa mãe e todos os cuidados que tem tido conosco. Minha demanda é essa: pedir em prece à Maria que ilumine nossa vidas,  acalante nossos corações e nos direcione para a prática do bem! E quando o Senhor nos convida a reunir em qualquer templo, pede comunhão e ensina a todos o mesmo mandamento: “Nisto todos saberão que vós sois os meus discípulos; “Amai-vos uns aos outros como Eu vos tenho amado”, para que prova maior de amor do que essa de colocar-se e doar-se ao irmão?  Nos dias atuais, chama-se a isso de tolerância! Todos os destinos são pós, e eu cumpro as ordens de meu coração. Nessas lembranças provoco as lágrimas mas não excluo as alegrias de tantos aprendizados em vida, terei dito: quem tem Deus no coração, não terá tempo de maquinar e em expressões desejar o mal ao outro! “Nossa Senhora escuta o nosso silencio, nossa oração”






sábado, 20 de maio de 2017

Ela não é da silva, é dos santos: mas (ENTA) é Graça!

Começando essa minha página queria dizer que primeiro dei-lhe o título, comecei a escrever já faz um dias,  encontrei as justificativas , apresentei mais perguntas do que respostas, fiz uma lista de coisas com as quais eu supostamente encontraria no decorrer da história: será isso mesmo que pretendo escrever como dedicatória para alguém porque nutro  amizade e respeito? As cenas ora apresentadas aqui não começam pelo simples fato de admitir que toda convivência humana nos proporciona uma espécie de transformação. A gente sabe que é possível conjugar no plural quando estabelecemos em nossas vidas as conquistas que nos satisfaçam, mas, sobretudo algumas que sejam capazes de ajudar na qualidade de vida de outras pessoas. Não trago evidencias, evidentemente  com a mesma convicção com que escrevo , serei capaz de dizer ainda que houvesse desaprovação.Lembrei-me quando estava escrevendo, da fábula da abelha irritada quer na imitação da fábula quer de  alguma parábola, depende de quem com sua essência ou na inocência desperte para outras intenções.
Fui “parar” no mesmo local de trabalho da pessoa sobre quem falo, ainda em 2011, foi minha aluna, (nem sei,, somos quase da mesma idade) sou numa dessas horas , pessoa de estirpe não muito boa para começar a fazer amizade, ressabiada, esmoreço na primeira conversa do “ouvir dizer” ou do “disseram”! Nesse mesmo ano, orientando um trabalho de literatura com alunos de Ensino Médio, fiz a maior campanha entre os colegas para que o visitassem e acompanhassem a defesa oral de cada um deles. De verdade, sempre fui convencida de que meus alunos escreviam e argumentavam muito bem; depois dessa fragmentação nos afastamos! Continuamos colegas é bom que se diga! Passado esses dias , e meses... em 2013 voltamos a nos encontrar no mesmo campo, dessa vez, meu nome não soara bem por aquela mediação; cheguei muito mais desconfiada! Mas eu fiz a politica da boa vizinhança, comecei com minha atuação cidadã e cristã; fiz uma adequações aqui e ali em meu modo de pensar e ver as coisas, fui sendo repetitiva nalgumas palavras , porém o melhor de mim não era enxergado __ eu resmungava demais. Não me ative a dados e números , ative-me à missão para a qual fui convidada e com o mesmo ímpeto para compreender o âmago das coisas mais implícitas, tornei-me mais humilde para digerir melhor todos os cenários, e sobretudo para relacionar-me melhor e por entender que os cristãos em paz consigo mesmos precisam da  a grandeza de seu próprio espírito, (sei que não sou fácil) ! Precisei um dia desses  dizer: a gente não é feito de papel, de cadeiras, de mesas e de armários, e o que faz com que a nossa presença seja notada são os gestos de alegria , ou de bondade, o jeito peculiar de compartilhar informações e as constantes manifestações de gratidão! Aprendi a agradecer mais! Destratá-la por conta do excesso do salto, do exagero da maquiagem ou do colorido e preferencia do preto daquelas blusas e calças do dia a dia, não a tornam menos importante do que tem sido no decorrer desses anos! Aprendi a agradecer! Aprendi a reconhecer! Aprendo de verdade a ser melhor pessoa! Obrigada, dos santos, mas eta, você precisava também ser da silva!
Obrigada , dos Santos!
Inspirada noutras publicações, e porque Deus não dorme, através dessa pequena página, trouxe os dados dos primeiros atendimentos dados ao meu pai quando teve as crises respiratórias, há quatro anos, e a presença dela em minha vida intensifica, cercada das preocupações , das palavras de animo, das sinceras expressões e chamadas para todo e qualquer real perigo; ajudou-me na escolha  de qual pior defeito eu preferiria.. Discordamos em tantas posições e defesa de “tese”, já fui áspera ao extremo, quando mal compreendida! Já a deixei falando sozinha quando pretendia apenas manifestar um carinho, nesse ínterim, penso depois ”meu desequilíbrio emocional”  “não é desse mundo”, nunca fui normal! Eu não precisei  subestimar sua competência : é inteligente, forte, competente, estudiosa, batalhadora; é mãe, amiga, professora, irmã... vai às lágrimas quando se vê acuada por algum desafeto! Tem outras tantas e dezenas de amizades maravilhosas que lhe acrescentam alegrias; que também compartilham outras cores; acha espaço e tempo para aconselhar-se e para dar bons conselhos! Nesse inicio de ano bem como nos demais , depois de 2013 é aquela que sonda as entranhas e traz acômodo necessário para diferentes dores. Ela e toda a sua  família sabem do orgulho que tem trazido para alguns de nós e para  todos eles! Eu não comecei minha escrita hoje, porém recolho-me  especialmente nesse dia, em detrimento do Dia do Pedagogo  para trazer essa homenagem necessária. E quando estive debatendo sobre o tema de nosso sarau desse ano, eu a ouvi, e trago para ela uma breve reposta “ Mulheres na história: nomes que fazem a diferença”; para mim, na minha vida, em minha profissão , no exercício de minha função , você é um nome que tem feito toda diferença, tem igualmente convencido outras pessoas que há “ de algum modo uma porta destrancada esperando por nós , por nossa mão e poder adentrar"!
E como essa publicação está em meu blog, que é  "tão bem acessado", você só  terá três  opções, a começar pelo  interessante,  bem alertou meu novo mentor intelectual! Por último, eu nem queria  discordar  no entanto,  “ há coisas que  são só da personalidade, outras, do caráter," sou muito grata nas vezes em que me orientas no uso da razão, muita agradecida pela disponibilidade , grata pela amizade! Você está em minha história! Você é uma dádiva! E eu não perdi a fé! Toda conquista vem embrulhada e tudo vai passar, não é mesmo?! Sandálias baixas, pés no chão, vestidos coloridos ... podem até não nos enxergar....Em seu nome Gracineth Santos agradeço e parabenizo aos demais profissionais que tem na pedagogia a capacidade de multiplicar e compartilhar!  Na bíblia diz que "o amigo é o milagre do calor humano que Deus opera no coração"; sinto isso, sei disso e se eu ficar afônica porque é triste ficar sem voz, usarei esse espaço, para ouvir o eco de suas palavras ao dizer: "Estou aqui"! Se não houver harmonia em minhas palavras, queria dizer... "Nossa Senhora Aparecida rogai por todos nós"!

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Uns registros, uns ensaios... minhas CEM histórias !

Obrigada Kaio Sousa 
Há cinco anos eu idealizava a construção dessa página por aqui, em minha sala de aula, o caráter em sua proposição era outro, quis de algum modo provocar para a prática de leitura e escrita, não apenas pela obrigação em fazê-lo, porém não mudei de todo o rumo , nem a uso como termômetro para influenciar melhor meu “status”! Comigo mesmo apenas exclamarei: Quem me dera de lá para cá ao menos uma página por semana! Quem me dera a capacidade de intuir e ter inspiração suficiente para promover melhor essa página! Quem me dera a aderência de outras mãos para conjugar e estimular novos ensaios! Porém, sento-me só, e quando escrevo sinto a expressão divina não apenas nessas palavras; sou inteiramente agradecida em saber que em minha missão , tenho conseguido algumas reflexões necessárias. No itinerário há sempre alguém para ler, ouvir sua própria voz ao invés da minha. E chego à marca dos 100 (cem) textos publicados. Somente isso! Pois é, e alguns deles nem são meus, trago escrito de colegas meus, amantes da literatura.  No cerne dessas minhas cem histórias há homenagens aos bons nomes de amigos que tornaram mais possível sonhos que pareciam serem só meus; e tenho dito: em minha profissão e no exercício das funções para as quais fui convidada, se eu a deixar hoje, minha passagem terá valido a pena! Não faço sensacionalismo, nem publicações para execrar nome de ninguém; sou titular do blog e esse espaço às vezes, é minha armadura ! A par disso, uso a fé!
Fiz aí há uns dias, uma metáfora , como diz uma amigo meu, no embaralhar de palavras , a trajetória dos rios e sobre as pancadas de chuvas, com a maturidade , vamos percebendo os clichês necessários: “a vida não teria essas graça toda se tudo estivesse ao nosso alcance”!É preciso que eu tenha esse medo de chuvas torrenciais, a fobia incontrolável de fogos e foguetes... Caminhos espinhosos, posições contraditórias todos atravessamos para testar nossa capacidade física; nossa condição humana: não somos santos!  A gente não agrada todas as vezes, e ainda que tenhamos acertado as noventa e nove, toda graça e gratidão estaria na centésima vez; imersos em nossos próprios egoísmos não aceitamos as conversões necessárias ... e infelizmente  a empatia não é habilidade comum porque  até que se adquira essa consciência, muitos laços terão sido desfeitos, a rigor, nem mesmo eu,  tendo em vista meus exercicios, conseguiria essa façanha facilmente! As minhas inevitáveis limitações humanas, os acúmulos emocionais, os despropósitos na administração de minha vaidade, maculam meus desejos de querer “olhar através do outro” ; há coisas que são culturais, impedindo-nos de usar o bem de nossas falas em atitudes diárias, e como diz a letra da música : é “você querer a frente das coisas, olhando de lado”!
Obrigada Kaio Sousa
Essa minha escrita é continua  nem sei o tempo em que peguei nesse caderno para começar as primeiras linhas; mas “faltava um pedaço” , deixei outras impressões na reabertura das aulas do Chagas Araújo e Andrelina Carvalho, tive a chance de fortalecer minha audição para poder ouvir melhor minhas próprias palavras, e o que está latente dentro de mim, depois disso, não pretendo compartilhar aqui nessa página (não agora). Passado esses momentos, fui lembrada para expressar minha gratidão e ser interlocutora de fé quando da passagem da Mãe Aparecida em nossa cidade, fui testada e pedir ao coração que acuradamente me desse um retorno. Meu curador intelectual me disse que ouvisse a voz do Espirito Santo! A afinidade cria confiança, eu não terei melhor forma de comemorar meu centenário na escrita se não nessa gratidão à Aparecida pelo tamanho da festa, da manifestação dos fieis, pelos registros, pela emoção, pela santidade! Ali consegui concretizar minhas previsões mais intimas, fomos todos nós, cristãos, sensibilizados com as recepções: as crianças representando as comunidades, aos demais,  representando as escolas, os homens do cárcere, aos irmãos internados no hospital, sobretudo do Edinaldo Lima, dada sua fragilidade física, seu histórico,  sua emoção... aprendendo a rezar mais para poder perdoar; para compreender os propósitos e desígnios! Cantei e me emocionei com nossos  cantores Mirins logo pela manhã, à noite com nossa cantora Meyre Soeiro, em seguida com Fernando de Carvalho e eu queria também cantar, rezar, agradecer ... “sou caipira”, “me disseram, porém que eu viesse aqui para pedir em Romaria e prece paz aos desaventos, como eu não sei rezar” só queria expressar meu sondar, escutar, meu calar, “meu olhar, meu olhar" ! Arrisquei um paradigma: o milagre não está no pó, não está no chá, tampouco na imagem; o milagre esta em nossa fé! Em não havendo perdão quando em mim estaria a chance de acertar na centésima vez, tenho certeza de que minha voz não será esquecida de  uma  hora       para     outra ... aos que compreendem as noventa e nove oportunidades na voz, nas mãos, na escrita: minha gratidão!E enquanto o "cara lá de cima" compreender que mesmo com meus erros, meus pecados e tantos limites,ainda terei chances de escrever seguro no Manto de Nossa Senhora e sigo firme na missão! Por último, em nossa devoção à Maria, cabe o cantar e entoar pelas ruas da cidade “ Santa Mae Maria / nessa Travessia, cubra-nos teu manto cor de anil,/ guarda nossa vida, Mae Aparecida/ Santa Padroeria  do Brasil”. Em tese,  fico sempre com as boas impressões  de fé! Como incentivo para o uso e bondades: "o céu que nos cobre não cobra nada"! Cem histórias , quantas mãos me ajudam a chegar até aqui?